prefeito e secretário divulgam situação fiscal/financeira da prefeitura de buritizeiro

Mesmo em dificuldades financeira, uma série de ações foram executadas para garantir o equilíbrio nas contas públicas.


por Admin em 31/10/2019





Não diferente da situação verificada nos demais municípios de Minas Gerais e do país, Buritizeiro segue enfrentando dificuldades financeiras, exigindo uma série de medidas da atual Administração. As demandas da população, da cidade e da zona rural são crescentes, mas as receitas continuam limitadas e a arrecadação estagnada, analisa o Secretário municipal de Finanças, Cláudio Tadeu Fernandes Teixeira.

Buritizeiro é o 4° maior município mineiro em extensão territorial (7.226 km2) e aquele que tem a menor arrecadação entre os 4 maiores. Sua extensa zona rural abrange dezenas de comunidades rurais, projetos de assentamento e 760 propriedades - de vários portes. São 7 mil km de estradas vicinais e 300 km de margem esquerda no Rio São Francisco.

Grandes dimensões territoriais e distâncias que desafiam o alcance os investimentos do governo municipal. Além do gigantismo do município, não podemos deixar de mencionar que em 2018 e nos 3 primeiros meses deste ano tivermos mais de R$ 10 milhões não repassados pelo Governo do Estado, o que agravou substancialmente a crise financeira, frisou o Secretário Cláudio.

Equilíbrio nas contas públicas

Contudo, graças a seriedade e responsabilidade fiscal da atual Administração municipal, as dificuldades financeiras não impediram que uma série de ações fossem executadas para garantir o equilíbrio nas contas públicas. De janeiro a setembro de 2019 a Prefeitura de Buritizeiro (incluindo o Serviço Autônomo de água e esgoto/SAAE) arrecadou R$ 48,03 milhões. Em contrapartida, no mesmo período, empenhamos um total de R$ 49,43 milhões em despesas.

De acordo com os relatórios da Secretaria de Finanças, nos 9 primeiros meses do ano, as receitas provenientes de impostos - IPTU, ITBI, ISS e taxas - somaram R$ 4,3 milhões, enquanto as transferências correntes de FPM totalizaram R$ 15,36 milhões, de ICMS (R$ 9,98 milhões), IPVA (R$ 1,12 milhão) e ITR (R$ 143,9 mil). Já as transferências dos governos estadual e federal destinaram ao município R$ 6,18 milhões.

Pagamentos e investimentos em dia


“Ao mesmo tempo, todos os servidores públicos municipais (efetivos, comissionados e contratados) continuam recebendo antes do 5° dia útil de cada mês – sem atrasos (metade do 13° salário já foi paga) – e os pagamentos dos fornecedores estão relativamente em dia. Entre janeiro e setembro deste ano a Prefeitura liquidou R$ 26,79 milhões somente com despesas de pessoal e encargos sociais”, frisou o Secretário Cláudio Tadeu.

“Apesar das receitas limitadas e da arrecadação estagnada, o equilíbrio nas contas públicas de Buritizeiro é uma realidade concreta, ao ponto de que os investimentos pontuais de várias secretarias municipais (educação, saúde, desenvolvimento social, Infraestrutura/Obras, desenvolvimento territorial, esporte e cultura) não foram interrompidos em várias situações foram ampliados”, comentou o Prefeito Jorge Humberto Rodrigues - “Jorjão”.

Expectativa geral

“Ainda existe a perspectiva do município receber mais de R$ 2,2 milhões provenientes da cessão onerosa do Pré-sal e o Governo estadual quitar a dívida superior a R$ 10 milhões com a prefeitura. Graças aos ajustes contábeis, reduzimos o endividamento global do município em quase R$ 3 milhões. Desta maneira, mantendo o equilíbrio financeiro (apesar das dificuldades) acreditamos que cumpriremos a meta, até dezembro de 2020, de deixar o município com todas as suas contas pagas e despesas em dia”, concluiu o Prefeito “Jorjão”.

Prefeito Jorge Humberto Rodriguês (Jorjão)

Secretário municipal de Finanças, Cláudio Tadeu Fernandes Teixeira








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